São Paulo
 
 
 


 

Gente que mora e trabalha no Centro

As pessoas que moram e trabalham no Centro são beneficiadas pelo acesso à infra-estrutura, comércio e serviços, equipamentos e transporte públicos. Mas nem sempre as condições de moradia e trabalho são dignas.

Pesquisa do Centro Gaspar Garcia (2006) [1] com catadores, moradores de rua e cortiços (total de 216 famílias), dá indicadores do perfil dos moradores pobres do Centro: 84% tinham renda familiar de até 3 salários mínimos; 59% eram mulheres e 62% eram afro-descendentes. As vantagens de morar no Centro foram evidenciadas: 69% iam a pé ao trabalho e 81% iam pé ao posto de saúde. "Bairro bom / sossego" e "localização central" foram os aspectos positivos da moradia mais citados pelos entrevistados.

No entanto, lembramos que a situação de precariedade habitacional dessa população é muito grave. As famílias são exploradas nos cortiços, onde o aluguel gira hoje em torno de 250 reais. Ou seja, mais que a prestação de projetos de habitação social no Centro. Devido aos critérios públicos existentes essas famílias não têm acesso aos programas e financiamentos habitacionais.

[1] Banco de Dados do Centro Gaspar Garcla de Direitos Humanos, Boletim Agosto de 2006.

Gente que mora e trabalha no Pari
Conversamos com moradores e trabalhadores do Pari, bairro que mais perdeu população entre 1991 e 2000 (-30%). O bairro vem passando por muitas transformações, principalmente o crescimento do comércio no lugar de antigas casas e cortiços. Essas mudanças devem ser discutidas pela população e poder público, de forma a preservar e conciliar a mistura de usos do bairro, que tanto favorece a qualidade de vida de seus moradores.



1. Catador - Foto: Rede Rua
 

2. barracas camelôs


3. Morador de cortiço
 

4. D. Ruth, 80 anos, ex moradora de cortiço no Glicério, passou pela Favela do Gato e é atual moradora da Vila dos Idosos, no Pari. Depoimento: "Eu gosto de ficar aqui fora, gosto do vento...eu estava um lugar que não tinha paz, não podia nem usar o banheiro, eu não tinha como viver bem ali.. Este lugar é o descanso da minha alma e do meu espírito".


5. Ocupação
 

6. Empregado - Daniel, trabalhador de comércio na Rua Voltier. Depoimento: "É bom trabalhar aqui porque é fácil de chegar da Penha, onde moro. Só quando chove que temos problemas. Depois do trabalho também vou fácil para o cursinho, na Consolação, e aproveito o comércio do Centro pra comprar livros".


7. Empregador - Alexandre, dono de comércio na Rua Voltier
Depoimento: "Ha 5 anos atrás tinha menos da metade de lojas que tem hoje... Com o bairro nós não temos problemas. A localização é boa, o acesso é fácil, as ruas são largas..."
 

8. Cortiço


9. Cortiço Pedro Facchini Antes
 

10. Empreedimento Pedro Facchini depois



 
   
Moradia é central