Rio de Janeiro
 
 
 


 

Habitação Social na Área Central do Rio de Janeiro

Entre 1993 e 2008 foram propostas e realizadas diversas ações de reabilitação no Centro do Rio de Janeiro, sem necessariamente haver integração com a produção de moradia social na área. Destacamos os programas que têm buscado avançar na questão da produção de habitação no Centro.

Programa Novas Alternativas / MORANDO NO CENTRO
O Programa Novas Alternativas teve início em 1998, com objetivo de promover projetos habitacionais em áreas consolidadas da cidade. Visa a recuperação e o reaproveitamento de imóveis em mal estado de conservação, sub-utilizados, ruínas e lotes vazios, buscando: o aproveitamento de sobrados antigos; o desenvolvimento de novas soluções arquitetônicas para moradia; e a valorização do patrimônio arquitetônico e cultural.

Até 2008 foram viabilizadas 852 unidades habitacionais, a maioria destinada a famílias com renda de 3 a 6 salários mínimos, pelo PAR (Programa de Arrendamento Residencial).

Hoje existem 185 novos imóveis cadastrados pelo programa, mas há muitas dificuldades e desafios a serem enfrentados, destacando-se: situação fundiária complexa; utilização de próprios federais e estaduais; legislação restritiva para inserção de novas edificações em sítios históricos; dívidas nas concessionárias; e atendimento às famílias com renda menor que 3 salários mínimos. Apresentamos abaixo, dois exemplos de projetos executados.



Exemplo 01
Rua Senador Pompeu, 34 - Central
2003
Recuperado com recursos municipais e adquirido pela Caixa Econômica Federal, foi o primeiro PAR em Sítios Históricos do Brasil
- 23 unidades de 1 quarto + 2 lojas
- área média da unidade: 20m2


Exemplo 02
Rua Francisco Muratori, 38 - Sta. Teresa
2004
Obra financiada pelo Crédito Associativo (CAIXA)
- 11 unidades de 1 quarto
- área média da unidade: 26m²






Perímetro de Reabilitação Integrada São Cristóvão (PRI São Cristóvão)
O PRI São Cristóvão foi iniciado em 2004 e consiste no plano de reabilitação dos bairros que integram a Região Administrativa de São Cristóvão, área que tem 71 mil habitantes, sendo 40% em favelas, e que concentra imóveis vazios e subutilizados e equipamentos públicos importantes, como a Quinta da Boa Vista.
O Plano de Reabilitação da área prevê diversas intervenções visando: a requalificação dos espaços urbanos; o estímulo à produção habitacional; a melhoria da qualidade ambiental; a conservação do patrimônio edificado; acessibilidade e mobilidade; e desenvolvimento econômico e social.

1.Conjunto Pedregulho e entorno, bairro Benfica. Foto: César Duarte / IPP



2.Quinta da Boa Vista e entorno, bairro São Cristóvão. Foto: César Duarte / IPP


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Moradia é central