Rio de Janeiro
 
 
 


 

Gente que mora e trabalha no Centro

Há muitos edifícios vagos na área central do Rio de Janeiro, vários deles pertencentes a órgãos e empresas públicas (como: INSS, INCRA, Docas, SPU, etc). Entretanto, não há políticas que promovam a utilização desses imóveis - sejam eles públicos ou privados - para projetos de interesse social.

Visando lutar pelo cumprimento da função social da propriedade e por uma política de habitação social em áreas centrais, os movimentos sociais organizados têm intensificado a ocupação de edifícios vazios no Centro nos últimos anos.

Foram ocupados vários tipo de edificações: desde antigos sobrados até prédios de 10 andares. Essas ocupações são organizadas de várias formas: há aquelas com coordenação de uma entidade; outras com coordenação de uma associação de moradores; e muitas com coordenação do coletivo, de forma horizontal.

A vida nas ocupações não é fácil. Além do risco constante de ações de reintegração de posse, as famílias têm que enfrentar situações precárias de moradia: cortes no fornecimento de água e luz, problemas na vedação, acesso difícil aos andares superiores dos prédios mais altos, riscos de incêndio e etc. Apesar da precariedade da moradia nas ocupações, estar na área central é fundamental para essas famílias, que trabalham na região e utilizam os serviços que esta oferece.



1. Otávio, morador da ocupação Chiquinha Gonzaga
 

2. Abastecimento improvisado de água na ocupação Chiquinha Gonzaga


3. Casa na ocupação Chiquinha Gonzaga
 

4. Dona Sarapury, moradora da ocupação Chiquinha Gonzaga


5. Soraia, moradora da ocupação Chiquinha Gonzaga
 

6. Fachada interna da ocupação Zumbi


7. Divisão das unidades na ocupação Gomes Freire
 

8. Vão interno na ocupação Gomes Freire


9. Casa na ocupação Gomes Freire
 

10. Criança moradora da ocupação Gomes Freire


11. Moradora em janela da ocupação Gomes Freire
 

12. Varanda na ocupação Gomes Freire

Fotos: Gilvan Barreto

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Destacamos exemplos de resistência em ocupações na área central do Rio de Janeiro:

A ocupação Regente Feijó, que conseguiu recursos do orçamento geral da união e do programa "Crédito Solidário" para a reforma da edificação, tendo como contrapartida do Estado a doação do imóvel.

E as ocupações Chiquinha Gonzaga e Manuel Congo, que possuem subsídios do FNHIS (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social) pré-aprovados para a compra e a reforma dos prédios (que serão de propriedade do Estado, com concessão de direito real de uso para as famílias). Essas duas ocupações estão em processo de elaboração dos projetos de reforma e de geração de trabalho e renda, com recursos para assistência técnica, mobilização e organização comunitária.

Esses exemplos são marcos importantes na luta em defesa da habitação popular na área central, mas é importante ressaltar que essas vitórias ainda são muito pequenas diante da problemática da habitação no Rio e do potencial que a área central tem de proporcionar moradias dignas, próximas a equipamentos públicos de saúde, educação e cultura e, principalmente, à grande oferta de emprego.



1. Ocupação Chiquinha Gonzaga.
Foto: Associação de Arquitetos Chiq da Silva
 

2. Ocupação Manuel Congo.
Foto: Ticianne Ribeiro Perdigão


 
   
Moradia é central